Hoje é o dia das eleições 2008

Hoje é o dia das eleições 2008

RECADO A UM TIRADOR DE DENTE

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Poderíamos muito bem enviar-lhe este recado usando belas palavras, o que seria, sinceramente, bem mais fácil, mas não vemos nenhuma necessidade, pois o mesmo é destinado ao senhor, pessoa que se tem mostrado extremamente insignificante. O que pretendemos a partir de agora é tentarmos, repitimos, não usando das mais bonitas palavras, externar, com bastante sinceridade, o que sentimos e o que acreditamos que muitos pombalenses sentem nesse momento por sua pessoa.

Ó nobre homem (se assim o podemos adjetivar-lhe), quem pensas que és? Vossa excelência se achas uma grande pessoa, apesar da pequena altura? Achas que sua pobre imunidade garante-lhe o direito de execrar quem quer que seja? Achas que podes sair falando por aí quais quer coisas que lhe vêm à cabeça? Não se engane, medíocre homem!

Talvez tenha sofrido bastante nos últimos dias pelas palavras vomitadas por tua boca, ou talvez não. Nos últimos anos vem nos mostrando ser o que um dia lhe conceituou uma liderança política da cidade (que, inclusive, o senhor atualmente reverencia): Uma ave de rapina. Um macaco que pula de galho em galho, conforme a necessidade financeira. Um verdadeiro covarde que se esconde por trás de paletó e que tem como escudo uma tribuna.

Ó diminuto homem, talvez não saibas o significado de palavras como honra, caráter, virtude, brio, dignidade, coragem e decência. Talvez tenha apagado (se um dia teve), do dicionário da vida, palavras tão importantes que não apenas um político deve prezar, mais acima de tudo um homem. Acho que quando referimo-nos a Vossa Excelência, devemos escrever mesmo a palavra homem com "H" minúsculo, pois não vemos razão de fazer diferente. Talvez conheças palavras como prepotência, arrogância, covardia, pusilaminidade, traição, mesquinhez. Acreditamos que estas palavras não foram apagadas por ti do dicionário da vida, pois tens um ótimo professor.

Lembramos bem que a cada quatro anos, limpa nossas bocas sujas, para que não possamos ter uma fossa tão imunda quanto a que tens (talvez nos queira bem). Sabe, agradecemos bastante por tudo que tem feito pelas nossas cavidades bucais, e hoje reconhecemos o quão grande foi o seu esforço para que nós não nos tornemos pessoas como o senhor.

Talvez daqui a algum tempo, devido a nossa pouca memória (somos brasileiros), tenhamos esquecido tudo o que fomos obrigados a escutar quando o senhor pensou que nossos ouvidos eram grandes pinicos, onde se pode depositar os excrementos políticos e pessoais. Talvez tenhamos esquecido. Talvez o elejamos novamente. Porque o senhor sabe: o tolete quando é grande não afunda, bóia.

É muito fácil falar de um Homem quando este não mais pode se defender, não é verdade?

Acreditamos que fizemos a nossa parte, apesar de achar que Vossa Excelência não fez a sua. Acreditamos que pagamos mais do que devia. Talvez o senhor não pense assim. Quem sabe, no momento oportuno, não possamos lhe dar o troco por tudo o que fez e pelo que vem fazendo.


Pela Equipe


Publicado no infpormativo independente "A Guilhotina" (1ª ed., dezembro/2007)


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DESABAFO DE UM LOUCO

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Minha extrema incompetência na arte da escrita é notória. Sou mais um daqueles que tentam enganar e deturpar os que muito trabalham pela a humanidade. Criticam-me pela pouca habilidade na composição de artigos e duvidam da minha lucidez.

Pareço mais um louco, é verdade!

Querem que seja verdade o que não é..., se fazendo de cegos ao que é óbvio, não usando o que mais precioso tem o bicho-homem: a racionalidade. Querem calar a minha voz. O estampido do grito não me perturba. Sou um plagiário. Tudo o que digo já foi um dia copiado por alguém. Todas as palavras são existentes.

Posso ser louco, ser cego. Posso ser mais um alcoólatra que vive vagando de bar em bar. Posso ser também uma grande prostituta e um dileto presidiário. Posso ser também a filha que foi estuprada pelo pai e tenta esconder tudo da mãe; a mesma que quando cresce “dá para vida”. Na realidade sou um ser que traz consigo os grandes estigmas de um sistema que você, a mesma pessoa que me empresta o nome de “ladrão de idéias”, acha bonito ver.

Quantas idéias foram-me emprestadas. Noites a fio e meu trabalho não passa de um “ctrl C-ctrl V”.

Amigo, não me critique por não pensar como você; não me critique por não falar: “Heil, my Führer”. Não falo expressões como essa por ser louco, mas por não acreditar nas idéias que diuturnamente são pregadas.

Sou um plagiário, é verdade. Sou mais um Drumond de Andrade que tenta tirar a pedra do meio do caminho. Sou mais um Lobato que acha que a Emília é corrupta e que o Visconde é apenas um sabugo de milho sem vida. Sou um Lewis Carroll, mas às aversas, pois, no fundo, acredito que Alice fez de seu país das maravilhas mais um amplo de perdição, mais um prostíbulo que sacia o prazer da famigerada “Indústria do Poder”. Sou, também, um Exuperry, por acreditar que a estrela cadente que poderia me levar a outro mundinho é a mesma que “vai brilhar para sempre”.

Não me critique. Sou feliz assim.

Sou mais um da “geração Coca-cola”. Acredito que sou, aliás, tenho certeza que sou, e mais, apesar de ser um momento oportuno, não quero cantar Vandré novamente, não quero cantarolar “Prá não dizer que não falei das flores”.

Luto, aliás, tento lutar. Isso faz parte da minha loucura. Dizem que sou louco por pensar assim. Acredito que louco é quem me diz, e não é feliz.

Se eu não lutasse, não haveria problema, pois, como você mesmo escreve, arranjo qualquer texto por aí e, depois disso, o subscrevo.

Queria não passar esta impressão que transpareço a você. Queria ser um Bertold Brecht e recitar o poema “O Vosso tanque General, é um carro forte”, como ele foi feito, desta forma: como ele ompradoruídaea vocar. minha loucura. onder tudo da ma

O Vosso tanque General, é um carro forte
Derruba uma floresta esmaga cem Homens,
Mas tem um defeito
- Precisa de um motorista
O vosso bombardeiro, general
É poderoso:
Voa mais depressa que a tempestade
E transporta mais carga que um elefante
Mas tem um defeito
- Precisa de um piloto.
O homem, meu general, é muito útil:
Sabe voar, e sabe matar
Mas tem um defeito-
Sabe pensar

Para quê recitar... pensar? Sou mais um louco dessa vida de meu Deus. Mais um daqueles que tentam fazer alguma coisa, além de cruzar os braços, como faz você.

Sou insistente, isso faz parte do comportamento de um louco, passo em sua homenagem “O Analfabeto Político” de Brecht, assim:

O pior analfabeto é o analfabeto político.
Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.
Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão,
do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio
dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia
a política. Não sabe o imbecil que da sua ignorância política nasce a prostituta,
o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos que é o político vigarista,
pilantra, o corrupto e lacaio dos exploradores do povo

Posso ser louco e plagiador, e o que você quiser mais que eu seja. Mas de uma coisa eu tenho certeza: sou corajoso. E não venha querer dizer-me que sabe como acabam os corajosos... pois te direi como acabam os covardes!

Sou brasileiro: Sou mais uma Maria, mais um João, mais um Severino, mais um José, mais um Raimundo, mais uma Sebastiana, mais uma Francisca. Sou um pequeno ponto no nada, um cidadão esquecido no meio da multidão. Sou um plagiador, um larápio de pensamentos, e até mesmo mais um demente, esquizofrênico ou qualquer coisa do gênero, mas de uma coisa eu tenho certeza: apesar de escondido por trás de rabiscos, faço você refletir.

Por Shalako Tavares

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PASSATEMPO

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Responda as perguntas e a coluna principal revelará o nome do Deputado Estadual paraibano que foi condenado em 2007 pela Justiça Federal, em 1º grau, a devolver a bagatela de alguns milhares de reais aos cofres públicos e teve a cassação dos seus direitos políticos.


1 - 5 em algarismo romano.

2 - Obra construída em Pombal que foi embargada por indícios de irregularidades. Serve para enterrar mortos.

3 - Nome dado ao babão do Rei. Suas quatro primeiras letras formam o nome de um bloco do Pombal Fest.

4 - Terra de (?): Nome que, carinhosamente, é conhecida a cidade de Pombal.

5 - Nome do governador da Paraíba.

6 - Dr. (?): político covarde que agrediu o prefeito Jairo, um dia após a morte deste.

7- Radialista pombalense que sonha em ser vereador.

8 - Nome de um Estado nordestino que também é sobrenome de um senador paraibano.

9 - Humilde e (?): Como era conhecido por todos o prefeito Jairo.

10 - 1º nome do atual prefeito de Pombal.

*Publicado no informativo independente "A Guilhotina" (1ª ed., dezembro/2007)

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CARTA DE UM AMIGO EM CUBA

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008


Havana, 13 de outubro de 2007.

Nobre amigo Shalako,


É com grande alegria que escrevo esta carta para o amigo. É a primeira vez que estou me comunicando com alguém de Pombal, pois durante este tempo que estou aqui não tinha tido tempo para me comunicar com ninguém.

As coisas aqui estão boas, apesar de todas as dificuldades estou me dando bem em Cuba. Já fiz muitos amigos, estou dividindo um apartamento com alguns colegas e pouco a pouco estou me acostumando ao novo estilo de vida. Faltam apenas 30 dias para concluir a especialização que estou fazendo por aqui. Não vejo a hora de retornar a terrinha e contemplar o progresso que vinha se instalando em nossa cidade.

No início de Agosto, quando saí de Pombal, nossa terra tinha 17 especialidades médicas. SAMU e farmácia popular não eram mais novidade. Tinha sido instalada a cozinha comunitária, aliás, cozinhas comunitárias, pois eram mais de uma. Tive eu, o enorme prazer de fazer uma refeição lá e constatar que a comida era boa de verdade, sem falar que era muito barata.
Como estão as coisas por aí? O laboratório de próteses dentárias foi inaugurado? E o projeto nutrir? O SAMU já tem base em Pombal? Quero que você me fale tudo, pois estou ansioso para saber como anda a minha terra.

Pombal deve ter crescido muito neste tempo. Acho que as construções estão a todo vapor, afinal de contas, a o Campus da UFCG trazido por Jairo carrega consigo um grande leque de desenvolvimento.
Ah! Shalako, me diz como anda a política a nível de Paraíba. O Deputado da cidade trouxe algum projeto importante? E o Deputado Federal que fez dobradinha com o mesmo está trabalhando por Pombal? Quero que me conte tudo, afinal de contas, eles devem estar representando nossa cidade muito bem. Pombal cresceu muito e tenho a certeza de que continuará crescendo.

Estou ansioso para tomar um banho no Rio, aliás, não conheço água melhor do que aquela. Sem falar do nosso povo, que é o mais acolhedor de todo o Planeta. Estou orgulhoso de Pombal. A cidade está com outro ar..., assim, amigo, a Democracia está reinando de verdade, juntamente com a HUMILDADE E O TRABALHO, associado ainda com o respeito e a ética. Isso é muito bom! Não existe perseguição política a ninguém, afinal de contas, a Prefeitura está trabalhando para todos.
Não se conta o número de famílias beneficiadas com os terrenos que Meu amigo Jairo doou.

Sabemos que a vida de muitos pais e mães de família irá melhorar com a sua própria moradia, sem falar das casas que serão doadas. As famílias já estão em suas casas? Os terrenos já apresentam construções?
Como é que sua esposa está? Quando sai de Pombal ela estava começando uma gestação. Lembra do adesivo que dei a ela? Vocês colaram? Tem muitos adesivos deste por aí? Eu me lembro, que logo quando mandamos fazê-los poucas pessoas usavam, porém, quando viajei já eram muitos os adeptos da atual administração que expressavam a sua satisfação colando os adesivos.

Os vereadores, como estão se comportando? Estão trabalhando para o povo? Aquele vereador, o que tem Dê erRe no nome anda proferindo discursos bonitos? Shalako, vou ficando por aqui. Espero que você me retorne esta carta. Faço votos que Pombal continue crescendo e que a vida do nosso povo melhore a cada dia. Um forte abraço. Fique com o Pai. Lembranças para a sua Família.

Do amigo Thiago Gomes


*Publicado no informativo independente "A Glihotina" (1ª ed., dezembro/2007)

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A PATOLOGIA POLÍTICA POMBALENSE

domingo, 6 de janeiro de 2008

O que diria o magnífico educador Paulo Freire em relação ao absurdo político impregnado na cidade de Pombal, uma cidade comandada e conduzida por linhas e fibras, mas não linhas e fibras dos ideais sócio-políticos, mas sim por linhas e fibras da subordinação baseada no temor, do qual “desconhecemos”? E se é por linhas e fibras governadas, não tenho o porquê de dizer que é um fantoche, aliás, nem as marionetes são tão submissas como este atual prefeito!

Sinceramente, como escritor, tenho saudade da política do nosso querido Jairo Feitosa, estando entrelaçada pelas linhas do caráter e do bom-senso, promovendo assim o desenvolvimento e o senso crítico no município abençoado por Deus.

Ora! Vou ser bem direto, mesmo sem ter a necessidade de citar os nomes, ou melhor, o nome do homem que manipula esta situação ditatorial que nos causa repúdio e escárnio, já que sua prepotência e arrogância são famosas, por todos aqueles que o conhece, bastando apenas verificar seu comportamento diante dos fatos lamentosos. Que fique bem claro (não falo da tragédia do certo prefeito, pois tenho mais o que falar) que o tal foi diretamente responsável por exonerações injustas, bem como o rompimento das políticas sociais que beneficiavam inúmeras pessoas.

Este cidadão, que recebeu a confiança da população pombalense e hoje pensa que é dono dos seus destinos, como se fosse o rei diante dos bobos, mesmo sem ser o majoritário, chefia, pois existe um fracassado que o obedece. E todo reinado sabe disso, apenas tem medo, pois o nosso Rei é “doutor-político” de perseguição e artimanhas nocivas.

Vixe Mainha! Rainha!

Mainha, terminologia tão singela e carinhosa, mas será que esta Mainha está pronta pra cuidar dos seus filhos? Uma Mainha apenas para garantir o reinado? Porém, é óbvio que esta Mainha não tem competência de ser mãe, a não ser que seja uma mainha que, imperativamente, force uma indecência materna, logicamente, em nome da coroa do Rei!

Portanto, sabemos que a população pombalense não precisa de uma Mainha, precisamos de um padrasto, já que nosso Painho se foi... Mas um padrasto que não seja dominado por um Rei perverso e que suas linhas estejam direcionadas ao bem-comum, e não à vontade do faraó convencido.

POMBAL É DOS POMBALENSES!

Fazendo assim minhas considerações, espero que a educação política e o consenso lógico e racional se façam presente na mente que cada cidadão. Não temos o que temer mesmo que o Rei quotidianamente venha nos ameaçar... Revolução! Para tanto, respeitando sempre a memória do nosso querido Jairo Feitosa.

Não tenho medo da Majestade em decadência.

Por Eraldo Pordeus

Publicado no informativo independente "A Guilhotina" (1ª ed., dezembro/2007)


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UM OLHAR SOBRE A NOVA ADMINISTRAÇÃO

sábado, 5 de janeiro de 2008

Por José Vieira (foto)

Quem já estava acostumado ao estilo democrático e participativo de administrar do Prefeito Jairo Feitosa, foi pego de surpresa diante do modo autoritário e perseguidor da nova administração.

Além da maneira sórdida e cruel com que agiram por ocasião da posse, num desrespeito desumano a família e aos amigos do Prefeito morto tem sido patente a obsessão de denegrir e desconstruir a imagem de Jairo, o que só tem causado indignação e protestos da população em geral, têm sido cruéis também na sanha perseguidora e no tratamento com mão de ferro que tem sido dispensado a ex-auxiliares e fornecedores da administração passada, chegando ponto de levá-los as barras da justiça com todo tipo de denúncias infundadas.

Era de se esperar que a pressa da nova administração fosse no sentido de mostrar trabalho, pois para isso tem muito pouco tempo pela frente e também de honrar os compromissos existentes que afinal não são da pessoa de Jairo e sim da Prefeitura. Mas afinal não parece ser esse o projeto dos novos gestores, as ações por si só falam.

Nas comemorações dos noventa dias que estão a frente da Prefeitura, tiveram para mostrar a conclusão do calçamento da rua do Bar da Galinha que Jairo tinha deixado bem adiantado, recursos que tinham sido adquiridos pelo Deputado Luiz Couto e dois ou três carros comprados ou consertados. Não era apenas isso que a população almejava. Esperava muito mais com certeza, pois recursos vem com abundância, isso fica muito claro quando vemos tudo que Jairo conseguiu fazer no período em que ficou lá. O que tem se observado, é que só os serviços básicos como limpeza das ruas e rodagem tem sido feitos, mesmo assim, precariamente.

O que pode se perceber é que os novos gestores não estão preparados para administrar uma cidade do porte de Pombal, principalmente para dar continuidade à uma administração exitosa como a do ex-prefeito Jairo Vieira Feitosa.

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RESPOSTA AO ARTIGO DE DENIS PEREIRA

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008




Diante do texto enviado-me no dia 21 de novembro de 2007 (aqui), e com o "nó na garganta" que me causou desde que o li, vejo-me numa situação que não poderia de forma alguma deixar de respondê-lo.

Em primeiro lugar agradeço-lhes, como você mesmo expôs, pela sinceridade nas palavras tecidas em cada linha.

Em segundo lugar, sobre o de eu ser bochechudo, não vejo problema algum nisto. Pois afinal é melhor ter bochechas salientes a ter uma cara de pau que alguns têm, como muitos que se dizem fazer a diferença, mas que na realidade a diferença que fazem é lutar pela implantação de um política barata, de perseguição e mesquinharia, não é verdade?!

Sou chato e inconveniente, e daí? Metralhar o reinado do mal e um rei em decadência, meu amigo, não tenho esta pretensão. O que quero mostrar é o que para mim é óbvio há muito tempo.

Que bom que você entendeu a história das empregadas. Mas é uma pena que muita gente pensa que não é assim que deve ser: o político é o nosso empregado; pagamos impostos que nos custam, aproximadamente, 05 meses de trabalho no ano. E esses mesmos políticos tentam nos iludir com frases como “trabalhar demais”, imaginando que somos, talvez, seres irracionais. Meu amigo Denis, não sou mal intencionado em meus textos, trago toda lucidez possível que um “rapazinho, um jovem mancebo” pode trazer.

Achar que as pessoas “vão começar a refletir” sobre os desmandos e descasos de tudo isso que se tem noticiado não é minha aspiração. Acho apenas que a venda posta nos olhos de muitos estão começando a cair e não porque eu venha, ultimamente, escrevendo sobre a política em nossa cidade, mas porque os mesmos que colocaram as referidas vendas, “atiraram contra o próprio pé” e começaram, eles mesmo, a desatar o bendito nó das vendas.

Não ligo se o que escrevo irá prejudicar, de algum modo, o nosso município, e muito menos se um império vai continuar, pois não sou um adepto do sistema imperialista, nem, muito menos, monarquista. Sou adepto sim, do sistema republicano democrático, onde não há necessidade de ir até um castelo para suplicar a seu ninguém, por exemplo, um frasco de dipirona.

Sobre o exército de perseguidores covardes e impiedosos que o rei poliu e amamentou ano após ano nas regradas tetas do poder? Não são “bichinhos e coitados”, meu caro. São covardes e traiçoeiros, isto sim. Eles vêem como única possibilidade de crescimento de um reinado fadado ao fracasso a injúria, a difamação e a calúnia...Perdoa-lhes, Senhor, eles não sabem o que fazem!

Tomar terrenos de gente desempregada e sem moradia, humilhar pessoas inocentes por conta de contratos que custam à alma e realimentam o sistema não é novidade, meu caro. Na realidade não consigo entender a sua surpresa. Estas barbáries não vêm de hoje. Talvez tenhas esquecido de fatos acontecidos num passado não muito remoto, como é o caso dos atendimentos pré-agendados com uma pessoa que se autodenomina "rei", onde se fazia necessário anotar número de título eleitoral (prá que?).

Não há necessidade de ter piedade com quem não faz jus a isto. E as mentiras tantas vezes pregadas, os contos da carochinha? Não sei onde devam contar, talvez em outro terreiro, para outras "pessoazinhas".

Na realidade já pensei quão grande deve ser a dedicação para se chegar aos pés do rei. Meus pais liam bastantes estórias de reis e rainhas na minha infância. Existiam os bobos da corte que tinham uma única tarefa: entreter o rei. E numa daquelas (estórias), um certo bobo foi jogado no calabouço, por não ter a competência necessária para fazer o rei soltar boas gargalhadas. Pergunto: será que alguém tem medo de castigos como este? Parece que sim, porque, simplesmente, o presente pelo divertimento de um rei pode ser comparado hoje, por exemplo, a um emprego público, e que não tiver competência bajulatória será jogado na rua da amargura (é assim que funciona).

Sobre o seu amigo, aquele que tem no apelido poucas letras, sei quem é. Um amigo meu, disse-me que um dia quando conversava com o mesmo, depois de tantas doses de certa bebida, ele tomou a chorar e lamentar de uma discussão que havia enfrentado com um certo rei-eterno, quando este disse-lhe que teria um pequeno curral eleitoral e por isso o havia preterido a um certo cargo político que desejara ocupar. É a isso, a este tipo de atitude que você chama de renunciar convicções? As convicções de pessoas como estas são resumidas a desejos por um cabide de emprego.

Quase doutor, não, Dênis. Pode chamar de Doutor. Não que eu seja pretensioso, mas porque quero tratamento igualitário. Tem gente por aí que nem terminou curso ainda e é chamado de doutor apenas por andar, ultimamente, com uma mera gravata pendurada no pescoço. Mas deixa isso prá lá, talvez para esse tipo de gente, “os doutores da vida”, gravata deva ser sinônimo de uma mera expectativa de conclusão de um curso superior.

Sobre aquela professora que falou: "Meu sonho é ver a cabeça de Shalako bolando pelas calçadas". Não sabe a pobre educadora que apesar dos pesares, há muito, a guilhotina já deixou de ser instrumento de capitação de seres humanos. Afinal, o absolutismo foi derrubado! Ou será que ela quis falar sobre um tal decreto? Mas nunca trabalhei na prefeitura para ser guilhotinado...apesar de ter passado entre as primeiras colocações no concurso público. Sei lá o que pensam essas “mentes brilhantes”.

Pessoas infectadas por aqueles meus folhetins...essa foi boa. Faz-me até rir. Na realidade as pessoas estão acordando de um sonho; estão começando a perceber que o sonho, na realidade, é um terrível pesadelo; que a ditadura é um péssimo sistema de governo, não apenas por ferir os ideais democráticos, mas, também por retirar a dignidade da pessoa humana. Ou você acha que se prostrar a um sol escaldante numa fila enorme, a fim de buscar uma feira de emergência, e que esperar das 8h até ás 13h, a fim de pedir uma “autorização” para buscar remédios pagos por nós mesmo, é dignidade?

Não entendo o porquê de meus textos serem perturbadores, pois não retrato nada além do que é racionalmente perceptível... talvez devam possuir mesmo algumas “verdades inconvenientes”.
Olhe! Em nome da amizade que tens as minhas tias Corrinha, Wanda e Zenite, e em nome da nossa amizade, tenho um pedido a lhe fazer: não torne a suplicar-me paciência com o reinado. Ele não está acabando, ele já acabou.

Acredito que não basta a imprensa paraibana "meter o pau" no deputado sem proposta, o povo ridicularizar o rei na cara dele e no meio da rua, escândalos federais (e como você diz, “e bota federal nisso”) com aliados do rei (esses aliados seriam o do adeus e o seu amigo, o de poucas letras no nome?), os processos por desvio de recursos condenando este miserável e seus asseclas, a reprovação popular aos atos de plena insanidade de um homem desesperado assessorado por outros perturbados, cada um querendo fazer uma m*rd* maior que a outra para arrancar aplausos do rei, pois vejo que é chegada a vez do povo.

Meu amigo Dênis, toda esta lama que está sendo tornada pública, não é culpa minha. Não me culpe por isso. Quero hoje dormir em paz. Quero deitar-me, acomodar minha cabeça num travesseiro e ter bons sonhos, esperando, desde já, que a tempestade logo passe, pois ao final, já diz o popular, vem a bonanza; não é mesmo?!

Despeço-me, desejando-lhe um feliz 2008.

Viva a democracia! Abaixo a ditadura!

Por Shalako Tavares

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MEU ÚLTIMO ARTIGO DO ANO

sábado, 29 de dezembro de 2007

LUZ, CÂMERA, AÇÃO: A RÁDIO PINARACA ESTÁ NO AR

Se o alemão Johannes Gensfleich zur Laden zum, mais conhecido como GUTEMBERG (1399-1469), inventor da imprensa com tipos móveis, visse ocorrer o que acontece atualmente na cidade de Pombal ficaria abismado.

Por um lado ficaria encantado com a evolução da imprensa, através das três rádios da nossa cidade, que realmente funcionam como instrumentos da propagação da informação global, por outro, ficaria extremamente decepcionado com uma outra que é bastante atuante, mas que muitas vezes não nos damos conta de sua existência. Estou falando mais especificamente da RÁDIO PINARACA.

Esta rádio, diferentemente das demais existentes em nosso município, não necessita de fios, de satélites, antenas de alta captura, e coisas que as demais rádios do mundo necessitam para sua boa operabilidade. Esta rádio, diferentemente, não serve para propagar informações do mundo real, mais sim do mundo do “Pequeno Príncipe”, aquele que é fantasiado pelo diretor-presidente-proprietário da mesma rádio, e, após isto, é jogado nos lares das famílias pombalenses. Sua operabilidade não necessita, digamos assim, de uma alta tecnologia, são necessários, apenas, alguns celulares, alguns funcionários, telespectadores fanáticos e, por último, a notícia que vai ao ar, que logicamente, deve ter o aval de sua Excelência o Presidente.

A rádio Pinaraca apresenta uma grande diversidade em sua programação. Serve para vangloriar os atos heroicos de um político pombalense, que nada tem de herói. Serve para deturpar imagens de outras pessoas, fazendo com que esqueçamos alguns que foram humildes e trabalhadores. Serve também tentar distorcer, por exemplo, que uma sentença condenatória da Justiça Federal mandando um político pombalense a devolver aos cofre públicos certa quantia em dinheiro e, também, cassando direitos políticos é “intriga da oposição”.

Vejam só que rádio eficiente!
Transforma uma administração onde quem pode ser atendido nos órgãos da prefeitura sem enfrentar desaforos são aqueles que dizem ser sócios da própria rádio, os Pinaracas, em um exemplo de administração.

Um certo locutor fala que foi bom ver o dinheiro sendo aplicado na Educação, e eu, cá sozinho, digo comigo mesmo: aplique não, para ver a intervenção federal acontecer!


A Rádio tenta transformar Capitão Gancho em Peter Pan; faz com que acreditemos que Don Quichote de Lamancha é o que ele pensa ser; tenta permutar os papéis do lobo mau com o da Chapeuzino Vermelho; Só falta dizer que os Militares foram reais democratas.


Se a Rádio Pinaraca operasse numa frequência nacional inverteria, certamente, os papéis de Paulo Maluf e José Sarney com os de Eduardo Suplicy e Jerferson Pérez.
Talvez eu deva realmente acreditar que a cueca do Super-Homem, por cima da calça, sirva para alguma coisa. Devo acreditar que aquele coelhinho branco que vive saltitando, de Alice no País das Maravilhas, é o mesmo que irá invadir a terra quando os alienígenas chegarem.

Credo e cruz!
Ai de mim! Talvez daqui uns dias eu seja o novo rei do gado do Senado Federal.

Por Shalako Tavares

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MEU PENÚLTIMO ARTIGO DO ANO

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

POMBAL + FEST = ANTICULTURA?


Quando o então vereador Luizinho Barbosa tomou assento na Casa Avelino Elias de Queiroga (legislatura 2001-2004) teve uma idéia: realizar, em parceria com a Prefeitura de Pombal, um evento de caráter recreativo, objetivando fomentar o congraçamento da classe estudantil pombalense onde todos os estudantes sairiam em um só bloco num momento de diversão e alegria, evento este que seria denominado Folia Estudantil. Seria o que poderíamos chamar de “a nova” micareta pombalense (pois antes existia a Micabal; a última realizada em 1997).

Dessarte, foi enviada a proposta para o executivo municipal, a qual, de forma sumária, foi rejeitada. Até aí tudo bem, pois o que fora alegado era a necessária contenção de gastos públicos. Porém, alguns anos se passaram e como num passe de mágica surgiu o Pombal Fest. Todos sabem o que é o Pombal Fest, não é verdade?

O Pombal Fest é a micareta (festa carnavalesca fora da época do carnaval) de Pombal, realizado anualmente em julho, mês em que é comemorado o aniversário da nossa cidade. A festa tem como ponto alto o desfile do Bloco Pina, com a apresentação de trios elétricos, tendo como destaque atrações de renome nacional. É uma festa contagiante aonde pessoas de vários locais do nordeste vêm a nossa cidade prestigiar o evento, visitar a Terra de Maringá, bem como, também é uma oportunidade de rever os familiares e amigos que aqui estão. A festa além de proporcionar a alegria pelo encontro dos velhos amigos, também, indubitavelmente, faz circular no município uma grande volume de capital que, de alguma forma, reflete no orçamento familiar de muitos pombalenses, além de gerar divisas em impostos para os cofres públicos do município.

Na realidade, o Pombal Fest é um grande plágio do projeto Folia Estudantil, proposto anteriormente por Luizinho Barbosa, logicamente com algumas ressalvas. Intrinsecamente, o Pombal Fest é nada mais que uma festa política; um palanque em que muitos tentam aparecer, bem como dar a oportunidade para que seus correligionários se façam presentes, garantindo assim uma propaganda política disfarçada. Festa “política” não há de ser negado esse adjetivo pela incontestabilidade de que se perfaz. Inicialmente pela própria nomenclatura da atração principal, o “Bloco Pina”, que, na realidade, como é de conhecimento notório, é uma abreviação do nome “Pinaracas”, que foi o apelido dado aos eleitores do então candidato Verissinho (pseudo-idealizador do evento) em tempos de campanha eleitoral, em contraposição aos “Paruaras”, grupo dos apoiadores do candidato Geraldinho. E a bem da verdade é que, habilmente, isto foi escondido do público.

É interessante notar que Pombal é uma das poucas cidades do nordeste (devem existir outras) em que é raalizada uma micareta sem haver, contudo, um carnaval em seu calendário festivo.
Não que eu seja contrário ao Pombal Fest, pois vejo que as benfeitorias trazidas pelo evento à cidade são, indiscutivelmente, bem maiores que as malfeitorias, mas acho que deveria ser diferente.

Enquanto brincamos e nos divertimos, esquecemos, em parte, nossa cultura e nossa história. A centenária Festa do Rosário de Pombal, evento de cunho cultural, religioso e profano, idealizada pelo negro Manoel Cachoeira, celebrada pela primeira vez em 1895 (112 anos), está fadada ao abandono pela classe política e pela sociedade. O Reisado, os Congos e os Pontões, em seus cordões, o azul e o encarnado, devem, sim, unirem-se num só bloco: o Bloco do Preto, representando o luto e o sinal de protesto a todo esse descaso cometido pelos políticos desta Terra.

Enquanto nos divertimos, termos como memória, respeito, patrimônio, cultura e história estão perdendo seus reais significados em nossa cidade. Estão sendo substituídos por política barata, a política do “pão e circo”, a mesma que era praticada em Roma Antiga, onde o imperador, objetivando esconder os problemas enfrentados pela cidade, dava ao povo diversão. E não venha dizer-me que isto não está acotecendo, porque estou cheio de ouvir a cada dia novas desculpas.
Quem realmente sabe o que representa Pombal para a cultura do Brasil, sabe o retrocessso cultural que é ocasionado pelo Pombal Fest, da forma como está sendo realizado, à cultura de Pombal.

O que tem se repassado principalmente por parte dos aliadados de algumas lideranças políticas é que o evento é um grande marco, que deve ser lembrado, doravante, com uma perfeição que só os “puros de coração” podem realizar.

Cidades próximas a nossa lecionam muito bem a lição: como João Pessoa, que não há de se falar na Festa de Nossa Senhora das Neves sem se falar em Micaroa, e, igualmente, a cidade de Patos, que não pode ser indissociado o tradicional São João e festa de sua padroeira. Fazendo o rápido uso da racionalidade humana, vejo que o objetivo do Pombal Fest não foi a criação de uma festa de entretenimento para a população em geral, mas a promoção político-pessoal de algumas pessoas que refundaram-na com uma nova nomenclatura tentado tão somente a auto-afirmação, movido, pelos princípios da prática fisiológica.

O Pombal Fest deve continuar, pois, afinal, virou festa “tradição” em Pombal, mas de forma alguma deve ser idealizada meramente por questões político-partidárias, mas tendo em vista os destinatários dela, qual seja, o POVO POMBALENSE, razão de ser da Terra de Maringá, e não como pensam alguns: “PARA OS QUE VOTAM EM MIM”.

Por Shalako Tavares

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RAPIDINHA...

sábado, 22 de dezembro de 2007


*Publicado no informativo independente "A Guilhotina" (1ª ed., dezembro/2007)

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